Troia Resort

Passeios Pedestres

Em Troia poderá percorrer dois trilhos distintos que lhe vão permitir conhecer a península de uma forma única

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Trilho da Caldeira e Pinhal

Este trilho leva-o através de dois ambientes distintos: a Caldeira e o pinhal que a envolve.
A Caldeira é uma laguna que a maré enche e esvazia duas vezes por dia, pondo a descoberto o sapal e os fundos lodosos. É uma área extremamente importante como local de alimentação e repouso para um grande número de aves aquáticas como pilritos, fuselos, garças e mergansos.
Os sapais, típicos dos estuários de climas temperados, suportam teias alimentares complexas e muito variadas, desempenhando importantes funções ao nível da depuração da água e da conservação da biodiversidade.
Na área do pinhal encontram-se as dunas mais antigas de Tróia, cobertas por pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e manso (Pinus pinea), e com grande diversidade de plantas como a aroeira (Pistacia lentiscus), o cravo-das-areias (Armeria spp.) e a camarinha (Corema album). Merecem especial destaque os zimbros (Juniperus turbinata e J. navicularis), os líquenes, bem como a Linaria ficalhoana e o Ionopsidium acaule, duas pequenas plantas raras que ocorrem nesta área.

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Trilho da Praia e Duna

Os mais de 60 quilómetros de praia entre Tróia e Sines são um enorme areal, moldado pelos ventos e pela ondulação de NO. Este percurso leva-o primeiro pela praia e depois através das dunas.
Com um pouco de sorte poderá ainda observar grupos de pequenas aves – os pilritos-da-areia (Calidris alba) – que correm velozmente atrás do espraiado das ondas, debicando a areia. Estas pequenas aves, que vemos em Tróia no Inverno, migram na Primavera para norte do círculo polar ártico para nidificar. São das aves que, em todo o mundo, nidificam mais a norte.
No limite do espraio das ondas surgem as primeiras plantas colonizadoras, como a eruca-marítima (Cakile maritima), seguidas, na duna embrionária, pelo feno-das-areias (Elymus farctus), o cardo rolador (Eryngium maritimum) e os cordeirinhos-da-praia (Otanthus maritimus), que retêm a areia transportada pelo vento. Seguem-se as dunas primárias, com cristas mais altas e poucos anos de idade, dominadas pelo estorno (Ammophila arenaria). Mais atrás, a duna secundária, já com décadas, com pequenos arbustos aromáticos, como a perpétua-das-areias (Helichrysum stoechas) e a jóina-das-areias (Ononis ramosissima). Finalmente, surgem dunas mais antigas onde se estabeleceram arbustos maiores, como o piorno-branco.

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